Em nossa vida cotidiana, tudo é causa e consequência. Aprendemos esse conceito natural na escola, nas aulas de física, que se torna sensível e até visível não somente na parte material de nossas vidas, como naquilo que sentimos e expressamos. É um fato, e a política também não escapa dessa ordem natural de eventos.

Vivemos num cenário político “aparentemente” crítico, leia-se aparentemente, porque as estruturas mantenedoras da Ordem Social e Econômica continuam regularmente estabelecidas e, em pleno exercício de suas funções. O tecido social e político teve seu revés mas não se encontra resoluto, quanto a isso não restam dúvidas.

É certo que a criminalidade, a pobreza, o desemprego no país encontram-se em proporções exponencialmente altas, frutos de políticas de desenvolvimento equivocadas ao longo de décadas. Há um critério temporal aqui atrelado a contumácia de decisões equivocadas e populistas que ao longo dos anos relegaram as necessárias reformas estruturantes no país, num mundo cada vez mais competitivo. Discutiu-se muita ideologia, sem a devida praticidade.

Essa é a visão real. O custo político para desbaratar tais nós, cada cidadão brasileiro deverá mensurar e se manifestar pelo voto, independente da sua compreensão dos fatos e de sua opção ideológica. Mesmo aquele que vota em branco ou nulo, no cenário político, deve entender que esse ato sempre favorecerá a alguém.

Dessa equação de mazelas da política brasileira, derivadas de sua incapacidade crônica de fazer uma auto avaliação e se auto corrigir daquilo que não corresponde aos anseios da população, a Operação Lava Jato adveio como uma variável que vem interferindo no resultado político das votações, ao trazer à tona diversas situações, ditas no mínimo esdrúxulas, em que vários partidos se encontravam envolvidos num modus operandi que não condiz com aquelas denominadas BOAS PRÁTICAS no trato com a coisa pública. Então tudo é causa e efeito.

Ante tais acontecimentos,somados aos pífios e reiterados resultados de crescimento econômico, traduzido em baixa geração de empregos e alta taxa de desemprego, o efeito oriundo da sociedade foi de responder no anseio de suas necessidades, com passeatas e outros movimentos organizados, daí que nessa eleição de 2018, esse mesmo eleitor teve um maior posicionamento por novos candidatos, sendo que muitos daqueles considerados como tradicionais não obtiveram a votação necessária e não se reelegeram.

Não se trata de um recado para os velhos políticos, até porque não há mais tempo para isso, mas de escolhas formais da população (voto), retirando da vida pública aqueles considerados ineficaz e sou contumazes em condutas lesivas, equivocadamente alicerçados em algum sentimento de impunidade.Mas, o voto também pune o mal feito.

E mais, nota-se ainda uma opção crescente por advogados, membros do judiciário, empresários e até membros das forças armadas, algo que, mesmo para o mais desinteressado no assunto, importa claramente numa irresignação desse eleitorado, justamente com aqueles que representavam a suposta “velha política”.

É de se notar que essa busca ultrapassa a questão da ficha limpa, que se atém ao passado jurídico social do indivíduo, mas traz ainda uma suposta aderência do eleitorado por uma certa tipologia de candidatos.

É diante disso que se pode verificar também uma clara opção pelo critério profissional e intelectual, na condução da vida política do pais e dos entes federados. Nesse sentido, especificamente quanto ao profissional advogado, o mesmo pode e deve trazer uma elevada carga de conhecimento jurídico para a função pública.

Isso porque o operador do Direito vive em manifesta simbiose com o Poder Público e dele é conhecedor do funcionamento, daquilo que está equivocado e não funciona, e daquilo que está certo e corresponde a pretensão da sociedade.

No exercício da profissão o advogado se assenhora da defesa das causas que patrocina, cujos temas são os mais diversos possíveis, e o faz convivendo diariamente com a máquina pública. E mais, é conhecedor de toda uma gama de preceitos legais e constitucionais do qual a sociedade encontra-se emersa.

Nesse sentido estrito, há um inequívoco ganho intelectual para a administração quando o gestor, ou representante do legislativo, detêm conhecimento dessas premissas, inclusive quando do debate de providencias com as pastas ministeriais, secretarias e assessorias, por óbvio, indispensáveis no bom aconselhamento da decisão mais correta a ser tomada. Em tese, o tirocínio que antecede essa função lhe auxilia.

Nesse sentido, num país que busca por aperfeiçoamento para se tornar competitivo, gerando riquezas e, por conseguinte, desenvolvimento e harmonia social para sua população, a inclusão do critério profissional no sistema de reflexão pelo eleitor, se apresenta como mais uma relevante opção para o pleno exercício do voto no Estado Democrático de Direito que, somente pelo fato de suportar sugestões, críticas e até elogios, denota sua maturidade como meio social de persecução por uma sociedade mais justa e igualitária.

Fonte: Luiz Felipe Buaiz Andrade – Advogado da Advocacia Riedel
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